Pelo Empoderamento dos Filhos à Mesa

Pelo empoderamento dos filhos à mesa

Nas férias de janeiro, viajamos alguns dias para Tiradentes, cidade histórica no interior de Minas Gerais. Recomendo a visita à cidade e seus arredores. Há muito a ser visto.

Entre tantas imagens que capturei com os meus olhos, uma me foi particularmente marcante:

Na pousada onde estávamos, uma família, composta por pai, mãe e filho com cerca de 12 anos, toma café da manhã juntos. Pai e mãe já estavam à mesa quando o garoto chegou. Ele sentou e imediatamente a mãe se levantou e se dirigiu até o bufê. Pegou um pão francês e uma manteiga, devidamente arrumados num prato de sobremesa. Ela voltou à mesa da família e, em pé ao lado do filho, cortou o pão, passou manteiga e deu ao garoto, que colocou na boca sem esboçar nenhuma reação. Enquanto essa cena se desenrolava, o pai, sentado do lado oposto do adolescente, olhava para a tela do celular, absorto. A mãe se sentou.

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Eu adoraria…

© Olga Lyubkina

Dez alimentos saudáveis que eu adoraria aprender a comer

e que eu adoraria ensinar meus filhos a comer também:

– Iogurte

– Brócolis

– Couve-flor

– Couve-bruxelas

Xuxu – pensando melhor, comer esse legume não tem lá grande vantagem;

– Quiabo com carne moída e também sem. Queria muito encarar o quiabo com tranquilidade;

– Pimentões vermelho e amarelo

– Pimentas vermelhas e verdes

– Bife de fígado – se bem que o Samuel comia…

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A tristeza é minha. A diversão é deles!

                                             Bolo de Iogurte da Mô

Tem dias que são noites! Ontem, quinta-feira, apesar do sol a pino, passei o dia inteiro na escuridão da noite. Triste e decepcionada. Tava tão borocoxo que as lágrimas cismavam em ficar fora dos olhos.

Busquei o colo da amiga para acalmar o coração. Ter amigas é sempre muito bom a qualquer hora, mas nesses momentos de tristeza is priceless! É melhor ainda quando a amiga pára (não me conforme em tirar esse acento) tudo e te acolhe. Dá carinho e atenção. Te escuta. Te dá importância. Era tudo o que eu precisava. Ao final da conversa, ela disse: “Tome um banho e faça algo para o seu dia ficar melhor”.

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Minha aventura na cozinha

Três coisas que li na última semana me chamaram muito a atenção:
– a primeira foi o relato da nossa amiga-colabodora Andréa sobre a decisão de contratar uma nutricionista para ajudar a família a melhorar a qualidade da alimentação (e olha que conheço a Andrea há muito tempo e sei que come-se muito bem na casa dela. Mas, como sempre dá para melhorar, então melhoremos);

– a segunda foi o resultado da nossa pesquisa sobre quem cozinha: a maioria das leitoras que respondeu diz que é ela porque é necessário (ou seja, se tivessem alguém para executar essa missão passariam a bola adiante, como faço aqui em casa); – e a terceira foi a pesquisa do Datafolha sobre alimentação que saiu na Folha e alertava que o despreparo das mães e dos pais com a maternidade é que leva as crianças à comer salgadinho, bolacha com recheio e beber refrigerante antes de dois anos de idade. A maternidade desembarca em nossas vidas como um universo realmente paralelo. Temos menos contato com bebês do que as gerações de nossos pais. Tem gente que só vai ter contato de fato com um bebê pela primeira vez na vida no nascimento do filho. Isso significa também ter contato com a alimentação infantil e, às vezes, até com a cozinha. Minha mãe já cozinhava aos 7 anos de idade. Não porque gostava, mas por dever. É a caçula de 8 irmãos. Como todos trabalhavam, alguém tinha de fazer a comida de casa. Esse alguém era minha mãe. É, claro, que aos 20 anos, quando ela se casou, já sabia pilotar todos os fogões e panelas. Sabia cozinhar para pessoas de todas as idades e sabia fazer papinha para os sobrinhos. Eu fui pilotar fogão aos 14 anos a pedido da minha mãe, “para me preparar para a vida”. Era uma espécie de sub-chefe da minha irmã mais velha. Mas sempre detestei a função e toda vez que podia passava a bola adiante. Fui me interessar “em estudar, me formar, trabalhar para não depender de marido”. Saí de casa para casar e me libertei da obrigação de cozinhar. Assim como a Andréa, na minha casa tinha todos os cardápios de restaurantes delivery do bairro na gaveta da mesa do telefone. Jamais me preocupei em aprender a cozinhar melhor. Mas, quando Samuel nasceu, fiquei chocada com o universo paralelo que se abriu e também sobre quanto eu e maridón desconhecíamos o mundo dos casais com filhos. Fiquei bege. E também rosa, amarela, verde. Apesar dos esforços da minha mãe, cozinhar continuou a ser um mistério para mim. No momento da introdução da papinha, quando o pediatra deu a receita da primeira papinha, o mistério da culinária se mostrou toda a sua força: saí do consultório sem saber se 1 quilo de carne daria para a primeira papinha. Naquele momento fiquei roxa. Uma total sem noção! Sorte que minha mãe me socorreu (com sorriso largo) na primeira papinha e também em dizer que não eu deveria dar suco de caixinha antes do Samuel ter 2 anos; que eu só fui comer doce quando tinha 3 anos de idade; que eu nunca tinha bebido refrigerante até os 5 anos; que só me dava bolacha Maria ou Maizena. Enfim, minha mãe pode ter enchido minhas orelhas com tanto “que assim, que assado”, mas sábia a sabedoria dela em me azucrinar porque não caí na tentação da via fácil, ou seja, de dar o que eu, adulta, mastigo, para um bebê de seis meses porque fazer papinha é chato, dá trabalho. Infelizmente, há muito adulto fazendo isso, como mostra pesquisa da Unifesp. É uma pena. Ter filhos é sair de um mundo e entrar em outro mundo, que dá muito trabalho e exige muito jogo de cintura e pouca preguiça. Há tanta fruta que dá para ser levada na bolsa. Há tantos potinhos que cabem frutas e que também cabem em qualquer bolsa. E existe água para as crianças. E existe a palavra NÃO para ser dita quando eles querem a bebida proibida. Não é difícil, né! Na verdade é mais simples do que achamos. Por um mundo com menos bebês tomando Coca-Cola na mamadeira e comendo menos bolachas recheadas. beijos da Pati