Carta aberta ao Paladar do Miguel

“Prezado Paladar do Miguel,

Acho que você me conhece. Você nasceu na minha barriga. Será que foi nesse período que comi algo que não lhe agradou? Estou realmente muito chateada contigo, com a forma como me rejeita, com a sua mesmice, a sua falta de jogo de cintura com o novo, com o diferente. Gostaria muito que um dia você recebesse melhor as minhas investidas que nem são tão inovadoras.

Preciso dizer que os últimos dias foram muito, muito difíceis. Foram realmente desanimadores. Pobre Miguel. Ele é quem sofre com as minhas broncas e com a fome, porque se ele não quer comer o que é servido, não come mas eu não volto para  cozinha com ânimo de preparar sempre o mesmo arroz com feijão. leia mais

Seletividade à mesa – parte 2

Texto publicado no site da Revista Crescer, para um projeto da Nestlé, em 2009. Publico aqui na íntegra.

“Como o paladar infantil se desenvolve?

Assim como as digitais, o paladar de cada bebê é único. Apesar de todas as crianças saudáveis nascerem com a capacidade de distinguir os quatro sabores inatos (doce, salgado, amargo e ácido), nenhuma sente gosto e cheiro igual a outra. Nem irmãos gêmeos. Cada uma tem suas preferências, que podem estar associadas ao grau de sensibilidade que cada bebê tem dos sabores. Uns podem gostar mais do sabor salgado. Outros, mais do ácido. Mas todos, em geral, nascem sensibilizados para o doce. Isso não acontece por acaso. É para a própria sobrevivência do bebê. O sabor do leite materno e dos leites de fórmulas é o doce. leia mais

Seletividade à mesa

Na semana passada, a Patricia, mãe da Mariana de 1 ano e 7 meses, e a Tati Schiavini, mãe da Ana Elisa, de 1 ano e 6 meses, passaram pelo blog comentando que as duas menininhas andam com apetite curto.  Lembrei de dois textos que escrevi para a Crescer, num projeto da Nestlé, sobre o tema. Um explicava um pouco sobre os motivos da inapetência infantil e o outro sobre o desenvolvimento do paladar das crianças.

A partir de hoje e ao longo da semana vou reproduzir os textos na íntegra, dividindo a publicação em partes para não ficarem extensos demais. Também levantei uma porção de textos que já publicamos aqui no blog sobre o assunto “falta de apetite”. Reuni os links num único texto para facilitar a busca.

Espero que ajude a elucidar o mistério na inapetência e da seletividade infantil.

beijos Patricia

Alimentar os filhos é um drama…

Também poderia ser o Samuel experimentando beterrada cozida na semana passada! Ainda não usei essa tática. Mas parece interessante.

É isso, aí! Beijos e boa Páscoa! Patricia Créditos: As tirinhas acima estão na coletânea Calvin e Haroldo – E Foi Assim Que Tudo Começou, do Bill Waterson, lançado pela editora Conrad.

Henrique Fogaça conta como fazer legumes deliciosos para crianças

Henrique Fogaça

Toda mãe sabe que, às vezes, é bem difícil fazer os pequenos comerem legumes. Se tem algo que eles gostam de encrencar é com as hortaliças, não é? Alguém já viu criança encrecar com bolacha recheada? Com bolo, cup cake? Então, como fazer para as crianças comerem legumes? Além de oferecer de diversas vezes e de variadas formas, que tal preparar de um jeito bem gostoso?

Segundo o chef Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia, pai de João Corvo e Olívia, para que os legumes fiquem atrativos às crianças o segredo está no tempero. “Os legumes ficam deliciosos quando são cozidos no vapor, na medida certa, e temperados com azeite e sal no fim. A cenoura e o brócolis japonês se tornam quase doces”, afirma.  Na opinião do chef, o cozimento a vapor mantém os legumes e raízes (como a batata) com sabor mais apurado, além de conservar os nutrientes. “Mas cada legume tem seu tempo de cozimento”, alerta Fogaça. leia mais