Só o conhecimento salva!

Posso considerar essa semana uma das mais complicadas que já tive nos últimos anos. Estou trabalhando bastante num projeto muuuuuito legal que tem me tirado de casa, do meu home office, por longas horas quase todos os dias. Ou seja, nunca precisei tanto da Ana quanto agora. Pois bem, acho que ela tem um feeling apurado porque juto agora decidiu dar no pé. Desapareceu. Sumiu. Escafedeu. Não deu notícia. Não pediu demissão. Não disse tchau nem “Patrícia, não te suporto mais. Então, fui!”. Nada. Sei que ela não morreu. Nem que caiu doente. (E a Ana é aquela mesma que cansei de elogiar aqui, porque ela é uma excente cozinheira). Na segunda-feira, o marido não foi trabalhar porque não havia ninguém para ficar com os meninos. Na terça, eles foram deixados na vizinha porque não cheguei a tempo de rendê-lo. Minha mãe fará plantão por aqui hoje… Enfim, dá para imaginar como estão meu humor e meu equilíbrio emocional, né? Se falar alto, desabo em prantos. A vida seja, porém, difícil. (Se alguém souber ou tiver indicação de uma pessoa para trabalhar, tô aceitando!!!)

A boa notícia nessa história toda é que não deixei a peteca da comida minimante decente cair. Sabendo que não teria ninguém para cozinhar, fiz, no início da semana, arroz integral numa quantidade razoável para uns dias, cozinhei feijão branco, feijão marrom, descongelei e temperei frango para fazer refogado com batata e cará. Fiz peixe grelhado, macarronada, salada, acelga levemente refogada (o Miguel experimentou e gostou!!!!). Mas o ápice foi no jantar de ontem: fizemos um piquenique no tapete da sala. Os meninos piraram (comeram) e curtiram Mister Make comendo feito afegão pobre, sentado no chão da sala. E com as mãos, a minha revelia!

Esse meu jogo de cintura na cozinha credito ao exercício quase diário de fazer esse blog com a Mô, à pesquisa sobre alimentação infantil, mas principalmente à troca que temos nesse espaço com quem nos lê e nos prestigia. Obrigada. A força dessa comunidade tem sido essencial para manter a alimentação desta família em pé sem recorrer aos fáceis e práticos nuggets, salsichas ou congelados de toda ordem.

Definitivamente, só o conhecimento salva!

beijos,
Patricia

PS: Disse ao maridón que devemos (o casal) estar numa espécie de inferno astral fora de época porque, além do sumiço da Ana, o único carro da família pifou e estou sem acessar a minha conta bancária, via internet, desde sexta-feira. Se não é inferno astral, é alguma epécie de provação. Não é possível!

9 Comments

Mãe Mochileira,filho malinha..

Ainda bem q vc conseguiu segurar o rebolado..alias,aja "rebolation" nisso,né??rsrsrs..
ja aconteceu isso comigo 2 vezes..ta td muito bem(pelo menos pra gente,né?)ai as danadsas vem e somem..não dão nem um tchau…a primeira vez q isso aconteceu cmg, fiquei tao arrasada igual a fim de namoro,sabe??aqueles que deixam a gent ena mão, sem da rexplicação e corta nosso coração??ingrata,bandida..depois de td que a gent epassou..eu pensava..hahahaha..
só me dei conta do riduculo que ja estava a situação quando meu marido me impediu de por uma faixa na cidade pedindo p ela voltar..(sim,eu pensei nessa possibilidade…)sem comentarios!!!
hahahahaha!!! bjs e boa quinta, boa sorte!!!

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Lia

Essa ideia de picnic na sala foi genial. Tenho uma irmã magrelinha que morre de preguiça de comer, mas come se for evento (festas, restaurantes e tal). Quem sabe ela se anima com essa quebra de rotina.
Parabéns, e boa sorte na busca de outra ajudante.

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Roberta

Caramba, menina, boa sorte por aí. Sempre digo que a pior coisa de ter filhos é termos essa dependência dos nossos ajudantes. Eu também trabalho em casa e, como você, às vezes pego alguns projetos fora. Há umas duas semanas pintou uma viagem pra NY – justamente no meio das férias da babá. Por sorte ela não ia viajar e consegui que ela viesse nesse período ficar com a Luísa.
Boa sorte, vai dar tudo certo em breve. Se eu souber de alguém, te aviso.
Bjs,
Roberta

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Comer para Crescer

Pati, imagino o que você está passando! Vivi isso no ano passado e sei o quanto desestrutura tudo quando não temos aquela pessoa de confiança para nos ajudar. O que será que aconteceu com a Ana? Ela não é do tipo que some assim sem nada. Que estranho, né? Mas você é minha heróina, não deixou mesmo a peteca cair. Continua bem humorada e ainda bolou um picnic!! Qualquer coisa, como já disse, estou por aqui.
beijos
Mônica

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Comer para Crescer

Ah, e esqueci de dizer que sim, fazer esse blog com você me ensina muita coisa todos os dias – inclusive a cozinhar! E trocar opiniões com outros pais e mães, ver que não é só a gente que erra, acerta, tenta, é muito enriquecedor!
beijos
Mônica

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Aline mamãe do Yuri

o que tenho aprendido desde que fui mãe que sempre temos que ter um plano B, eu e o meu marido moramos em uma cidade e trabalhamos em outra então todos os dias fazemos uma pequena viagem, quando o Yuri nasceu não tive duvida mora na mesma rua dos meus pais então seria com eles que ele ficaria, porem no ano passado minha mãe descobriu cancer de mama e agora que esta terminando o tratamento, no inicio ficou desesperado como fazer com o meu pequena, mais procurei tambem segurar a onda e começar e pensar em outras alternativa, o meu pai maravilhoso assumiu totalmente os cuidados com o Yuri e para ajudar colocamos na escola. Agora que passou um tempinho o problema parece menor do que na epoca.

Aline mamãe do Yuri
http://alinevidademae.blogspot.com/

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Lu Terceiro

Afeee, Pat, que maré né. Eu entendo o que vc está passando, de vez em quando (mais do que eu gosto) a gente se vê nessas enrascadas lá em casa. Não temos empregada ou babá, nosso caso é quando a Alice fica doente e não pode ir para a escola. Ai haja reboltation mesmo, além da ajuda mais que preciosa das avós.
Mas estou torcendo para isso passar rapidissimo, pq a vida da gente já é a maior correria sem esses imprevistos, imagina com! Beijos!

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Lu, mãe do Bruno

Pati, lindinha, vc está de parabéns. Tá passando pelo famoso "perrengue" que acontece com as melhores famílias e ainda consegue dar dicas pra gente. Espero que encontre outra auxiliar logo e melhor que a anterior.
Bjao.

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Rossandra

Ah! Essa idéia de comer no tapete sempre faço 1 vez na semana, geralmente no almoço de domingo e no jantar, nesse último comendo uma pizza ou cachorro-quente, é bom sair da rotina um pouco. As crianças gostam e a gente se diverte.
Não desanime, há tempos difíceis, mas a bonança logo vem.
Bjos,
Rossandra.

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