Prato raso e pouca comida

Este post é dedicado a minha companheira de blogosfera Mô e a todas as mães que, como eu, tiveram de comer montanhas de comida, que tiveram de raspar o prato na infância.

Ri muito com as garfadas do pai da Mônica. Lembro também do meu desânimo frente ao prato – fundo – de comida feito pela minha mãe, quando eu era pequena. Ela não me cutucava, mas dizia e repetia que eu tinha de raspar o prato, senão não iria crescer, que para crescer, ficar forte e linda (!) tinha de comer TUDO (a inspiração do título do blog vem da clássica frase “Tem de comer para crescer”).

Os pratos dos meninos aqui, em casa, também eram feitos com comida suficiente para alimentar um adulto. Para enfrentar a tal montanha, desanimavam no meio do caminho. E eu, tal qual minha mãe, discursava que eles tinham de raspar o prato para crescer, que não podiam desperdiçar alimentos (só que era eu, e não eles, que estava causando o desperdício de comida, pois sou eu que faço o prato deles!)

Até que, escrevendo uma matéria, descobri que a capacidade gástrica de um bebê de 1 ano é de 200 a 250 ml (a de um adulto é de 1.300 ml). Fiat lux! Cabe muito pouco na barriga da criançada. E cabe menos ainda se eles comem bala, chocolate e porcaritos de toda ordem ao longo do dia. A equação é simples: não adianta colocar 500 gramas num recipiente que comporta 300 gramas.

Passei a diminuir a quantidade de comida no prato – raso – dos meninos. Avisei o maridão para fazer o mesmo. O desânimo deles frente ao prato, pelo menos no quesito quantidade, parece ter melhorado. Mas, claro, que nem todo dia é legal. O horário de verão, como já contei, abalou as estruturas do Miguel.

Então, que tal reduzir a quantidade de comida que é colocada no prato (e de porcaritos consumidos ao longo dia)? Aqui, também tentamos respeitar as características de cada um. Miguel tem apetite de pardal. Samu, de gavião.

babadorPS: Navegando pela blogosfera, encontrei no blog da Letícia Volponi um post sobre a grife rock baby. Vi a foto ao lado e, claro, lembrei da Mô.

Beijos da Pati

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