Comidinhas judaicas com sabor de infância

O final de semana passado (!) foi de apresentação a novos sabores para os meninos. Finalmente conheci um lugar no bairro do Bom Retiro, pertinho da região central paulistana, que faz parte da infância do maridão. Não é um lugar badalado, de sair a toda hora na Vejinha ou no Guia da Folha. E acho que há razão para isso.  O Menorah é daqueles mercadinhos de bairro que só quem mora nas redondezas conhece. É um lugar que pertence à infância do maridão, um empório meio confuso, sem charme, nem requinte mas que vende delicinhas da cozinha judaica.

Comprei os bagels (ou beigales) que maridão comia quando era garoto. Samuel provou e adorou o pão em formato de rosquinha salgada, lotada de gergelim (semente rica em cálcio) e um tanto borrachento.
Comprei também o meu pão judaico predileto (e dos meninos também), o chalá (pronuncia-se ralá). Como não sou judia e maridão não é religioso, eu e os meninos comemos o chalá com manteiga. Hummmm, é uma delícia.

Também comprei uns doces (para mim e Miguel) que são tudo de deliciosos!!!!! Um recheado de damasco, um segundo com recheio de nozes e um terceiro recheado de maçã. A massa é diferente de tudo que eu havia comido até hoje. Miguel gostou mais da massa e menos dos recheios. Não deu nem tempo de fotografá-los. Sorry. Faço isso da próxima vez que passar parar por lá. Prometo. leia mais

Mais um ponto para o aleitamento materno

Antes que alguém diga “Ih, lá vem a chata da Patricia e sua defesa pelo aleitamento materno”, quero dizer que eu ia falar de leite, mas para os maiores. Nem tinha pensado em fazer post sobre o leite dos peitos.

Mas cá estava eu, quietinha, navegando por esse mundão virtual de meu Deus, procurando informações para um trabalho sobre anemia ferropriva, ferro e afins, quando… pum! me deparei com isso: “O leite também é outro interessante exemplo de biodisponibilidade, pois o materno e o de vaca apresentam-se com praticamente o mesmo teor de ferro, porém o materno mostra-se com alta absorção e o de vaca, em função dos teores de sais de cálcio e fósforo, com baixa biodisponibilidade”. leia mais

Porque risquei as gelatinas da lista de compras

Cresci me deliciando com os sabores e a consistência das gelatinas. Aliás, elas são lindas, coloridas, brilhantes, perfumadas, além de saborosas. Sobremesa com a cara do verão, pois é levinha.

Mas as gelatinas artificiais, de caixinha, andam em baixa aqui em casa. No post que fiz sobre Novos Hábitos para 2010, sugeri, inclusive, que elas fossem riscadas da lista de compras, algo que fiz.

E explico o motivo:

Minha desconfiança com elas começou quando o pediatra dos meninos pedia para “não dar muito porque têm corante demais”, dizia ele sem dar mais explicações. leia mais

Henrique Fogaça conta como fazer legumes deliciosos para crianças

Henrique Fogaça

Toda mãe sabe que, às vezes, é bem difícil fazer os pequenos comerem legumes. Se tem algo que eles gostam de encrencar é com as hortaliças, não é? Alguém já viu criança encrecar com bolacha recheada? Com bolo, cup cake? Então, como fazer para as crianças comerem legumes? Além de oferecer de diversas vezes e de variadas formas, que tal preparar de um jeito bem gostoso?

Segundo o chef Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia, pai de João Corvo e Olívia, para que os legumes fiquem atrativos às crianças o segredo está no tempero. “Os legumes ficam deliciosos quando são cozidos no vapor, na medida certa, e temperados com azeite e sal no fim. A cenoura e o brócolis japonês se tornam quase doces”, afirma.  Na opinião do chef, o cozimento a vapor mantém os legumes e raízes (como a batata) com sabor mais apurado, além de conservar os nutrientes. “Mas cada legume tem seu tempo de cozimento”, alerta Fogaça. leia mais

Leitinho bom demais!

Mamadeira Iiamo via Bebê com Estilo

Os pediatras costumam indicar um complemento ao aleitamento materno com fórmulas de leite em pó, caso seja necessário.

É sempre bom ficar atenta ao leite indicado pelo médico. É um erro oferecer leite integral de vaca, de caixinha ou saquinho ou ainda o Ninho 1 + para bebês menores de um ano. Se todos observarem bem o rótulo das fórmulas vendidas nos supermercados, poderão ler as indicações de idade.

Mas o que eu não sabia é que, apesar de recomendado pelos pediatras, esses leites de fórmulas (além das farinhas e dos engrossantes) devem ser usados com moderação por, principalmente, poderem ser indutores de obesidade na vida adulta. leia mais

Minha aventura na cozinha

Três coisas que li na última semana me chamaram muito a atenção:
– a primeira foi o relato da nossa amiga-colabodora Andréa sobre a decisão de contratar uma nutricionista para ajudar a família a melhorar a qualidade da alimentação (e olha que conheço a Andrea há muito tempo e sei que come-se muito bem na casa dela. Mas, como sempre dá para melhorar, então melhoremos);

– a segunda foi o resultado da nossa pesquisa sobre quem cozinha: a maioria das leitoras que respondeu diz que é ela porque é necessário (ou seja, se tivessem alguém para executar essa missão passariam a bola adiante, como faço aqui em casa); – e a terceira foi a pesquisa do Datafolha sobre alimentação que saiu na Folha e alertava que o despreparo das mães e dos pais com a maternidade é que leva as crianças à comer salgadinho, bolacha com recheio e beber refrigerante antes de dois anos de idade. A maternidade desembarca em nossas vidas como um universo realmente paralelo. Temos menos contato com bebês do que as gerações de nossos pais. Tem gente que só vai ter contato de fato com um bebê pela primeira vez na vida no nascimento do filho. Isso significa também ter contato com a alimentação infantil e, às vezes, até com a cozinha. Minha mãe já cozinhava aos 7 anos de idade. Não porque gostava, mas por dever. É a caçula de 8 irmãos. Como todos trabalhavam, alguém tinha de fazer a comida de casa. Esse alguém era minha mãe. É, claro, que aos 20 anos, quando ela se casou, já sabia pilotar todos os fogões e panelas. Sabia cozinhar para pessoas de todas as idades e sabia fazer papinha para os sobrinhos. Eu fui pilotar fogão aos 14 anos a pedido da minha mãe, “para me preparar para a vida”. Era uma espécie de sub-chefe da minha irmã mais velha. Mas sempre detestei a função e toda vez que podia passava a bola adiante. Fui me interessar “em estudar, me formar, trabalhar para não depender de marido”. Saí de casa para casar e me libertei da obrigação de cozinhar. Assim como a Andréa, na minha casa tinha todos os cardápios de restaurantes delivery do bairro na gaveta da mesa do telefone. Jamais me preocupei em aprender a cozinhar melhor. Mas, quando Samuel nasceu, fiquei chocada com o universo paralelo que se abriu e também sobre quanto eu e maridón desconhecíamos o mundo dos casais com filhos. Fiquei bege. E também rosa, amarela, verde. Apesar dos esforços da minha mãe, cozinhar continuou a ser um mistério para mim. No momento da introdução da papinha, quando o pediatra deu a receita da primeira papinha, o mistério da culinária se mostrou toda a sua força: saí do consultório sem saber se 1 quilo de carne daria para a primeira papinha. Naquele momento fiquei roxa. Uma total sem noção! Sorte que minha mãe me socorreu (com sorriso largo) na primeira papinha e também em dizer que não eu deveria dar suco de caixinha antes do Samuel ter 2 anos; que eu só fui comer doce quando tinha 3 anos de idade; que eu nunca tinha bebido refrigerante até os 5 anos; que só me dava bolacha Maria ou Maizena. Enfim, minha mãe pode ter enchido minhas orelhas com tanto “que assim, que assado”, mas sábia a sabedoria dela em me azucrinar porque não caí na tentação da via fácil, ou seja, de dar o que eu, adulta, mastigo, para um bebê de seis meses porque fazer papinha é chato, dá trabalho. Infelizmente, há muito adulto fazendo isso, como mostra pesquisa da Unifesp. É uma pena. Ter filhos é sair de um mundo e entrar em outro mundo, que dá muito trabalho e exige muito jogo de cintura e pouca preguiça. Há tanta fruta que dá para ser levada na bolsa. Há tantos potinhos que cabem frutas e que também cabem em qualquer bolsa. E existe água para as crianças. E existe a palavra NÃO para ser dita quando eles querem a bebida proibida. Não é difícil, né! Na verdade é mais simples do que achamos. Por um mundo com menos bebês tomando Coca-Cola na mamadeira e comendo menos bolachas recheadas. beijos da Pati

Amamentar

Do blog da Lia, cheguei ao blog da Patricia Couto, que cheguei ao relato da Silvana sobre amamentação. Adorei o que ela escreveu. Ela diz o que defendo ardentemente sobre amamentação exclusiva. Mas diz de um jeito tão fácil, direto, simples e doce que não podia não reproduzir (um tantinho editado), da reprodução da Patricia (rsrsrs!).

“Amamentar é possível, intuitivo, fácil até, mas requer certo comprometimento. Então, lá vai:

a) nos primeiros dias a bb não vai sugar quase nada. É assim mesmo, TODOS perdem peso na Maternidade e já nascem c/ reserva de gordura prá isso. O colostro é pouquíssimo. Não se impressione se falarem: “já dormiu? não!acorde prá mamar mais!”. Eu chorei de insegurança na maternidade com isso. Mas nenhum bb morre de fome sem antes berrar pedindo peito! Acredite: sua filha já nascerá sabendo lutar para viver!! leia mais

Coma essa comida!

Maridón acha que a música Hora do Almoço 1 deveria ser a trilha sonora deste blog (hehe).  Acho que ele tem razão. Quer conhecer a música? Então, clique aqui e depois, quando a página abrir, clique em Hora do Almoço – é a terceira música. Se gostar, recomendo fortemente comprar o CD-livro (até porque tem a música-revanche Hora do Almoço 2). As letras inteligentes das músicas são do Claudio Thebas, o palhaço Olímpio do Jogando no Quintal. O som é maneiro.Todas as músicas são divertidas. A minha preferida é a da tia que aperta as bochechas do menino. Aqui o livro é vendido bem baratinho. leia mais

O apetite das crianças

                                                        Aveia tem zinco

Navegar pela blogosfera é uma delícia quando temos tempo, né? No domingo, enquanto torcia para o Flamengo ser campeão brasileiro, ia de blog em blog (inclusive para aplacar a ansiedade) e acabei chegando a um post curioso do Henrique Freire Soares. Ele fala sobre a falta de apetite das crianças pequenas para comidas de sal. O texto, originalmente do presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que a pouca animação infantil para um prato de arroz com feijão pode ter origem na deficiência de zinco, um mineral sobre o qual pouco escutamos falar, mas que parece fazer uma diferença e tanto – principalmente quando a gente se esfalfela para fazer os pequenos comeram algumas minguadas colheradas de frango. Parece que a deficiência de zinco é mais comum do que se pode imaginar. Que tal na próxima consulta com o pediatra dos herdeiros falar sobre a relação entre o zinco e o desinteresse pela comida nossa de cada dia? leia mais