Criança enjoada pode ser saudável?

criança enjoada para comerUma leitora, filha e não mãe, deixou um comentário interessante sobre a equação apetite restrito x criança saudável. A partir da própria experiência, ela defende que nem toda criança e adolescente que rejeita verde e frutas pode desenvolver doenças como obesidade ou diabetes.  Tem razão. Mas, o pequeno relato dela, me levou a algumas reflexões. Convido nossas leitoras a ler o comentário e a replica e dar a sua opinião sobre o tema. Queremos saber o que você pensa sobre essa discussão.

Criança enjoada x saúde

“Gente, sinceramente? Acho louvável a preocupação com a alimentação saudável dos filhos, mas o fato deles serem enjoadinhos pra comer não, necessariamente, significa que não serão saudáveis. Vou dar o outro lado da história: o dos filhos. Sempre fui muito chata pra comer, mesmo! Desde pequena adorava coisas salgadas (tipo linguiça frita e salsicha no café da manhã com 3 anos de idade). Nunca gostei de provar coisas novas, especialmente frutas, verduras e legumes. Desde que eu me lembro, refeição pra mim era arroz e carne, às vezes uma salada de alface ou tomate. Nem feijão eu comia. Hoje, com 19 anos, algumas coisas melhoraram. Mas continuo não sendo fã de verdura e legumes. De folhas, só como alface (nada de rúcula e agrião, eca). Como tomate, cenoura, beterraba….até brócolis, mas só às vezes e no yakissoba, com muito shoyo. Não gosto de quase nenhuma fruta (como uma vez por mês, na melhor das hipóteses, e acompanhadas de leite condensado). Não bebo suco. Amo coca-cola, McDonalds e porcarias do tipo. Também não como peixe. Apesar dessa dieta, por incrível que pareça, nunca tive nenhum problema: nem obesidade nem falta de nutriente. Exames sempre normais, a despeito das broncas da endocrinologista e dos meus amigos sobre minha alimentação. Ainda faço cara de nojinho e digo que não gosto de certas coisas sem nem experimentar? Sim. Acho importante mostrar coisas novas, oferecer comidas diferentes, mas sempre dando a opção da criança recusar. Eu ficava com tanta raiva quando minha mãe me obrigava a experimentar um pedaço de alguma coisa que eu não queria, por menor que fosse. Engolia sem nem sentir o gosto e falava “tá vendo? é ruim mesmo, não gosto”. Enfim, criança também tem direito de não gostar das coisas. Alimentação saudável e balanceada é importante? É. Mas crianças sobrevivem muito bem sem brócolis. E comer umas porcarias de vez quando não vai matar ninguém. Até porque depois de uma fase de alimentação meio trash, o corpo acaba pedindo comidas saudáveis. Sei disso por experiência própria, depois de passar os 2 primeiros meses na universidade almoçando subway, spoleto e McDonalds. Letícia Tavares”

Letícia,

Meu filho também ama linguiça frita. Se eu oferecer no café da manhã, acho que ele vai adorar. Sabe que o seu apetite matinal me lembrou o do Elvis Presley. Dizem que ele adorava pizza no desjejum. Comia muitas fatias acompanhadas por Coca-Cola gelada. 
Bem, adorei o seu relato. Curti “ouvir” o lado dos filhos.

E olha só, aqui a gente também acha que comer umas porcarias de vez em quando não faz mal a ninguém. O problema está no fato desse “de vez em quando” tornar-se frequente.

Também concordo contigo sobre o corpo pedir comida saudável depois de excessos. Lembro que, quando fazia cursinho e não tinha tempo de jantar comida-comida, acabava recorrendo aos lanches. O resultado: em seis meses ganhei uma tremenda e horrorosa gastrite provocada pelo excesso de consumo de embutidos.

Também estou contigo no item: dar à criança o direito de recusar a oferta de um novo alimento. Não é saudável insistir. Por outro lado, cabe aos pais convidar os filhos à experimentação de algo novo. Só não vale obrigar, chantagear.

Justamente por você ter contado como é o seu paladar – e consequentemente a sua dieta, bem ao estilo Atkins-, que fiquei curiosa em saber se você foi uma criança bastante ativa ou passava boa parte do dia assistindo TV e jogando videogame durante a sua infância. Também não contou como era o consumo de doces na sua casa? Liberadíssimo, tinha certo controle ou era um esquema mais rígido? Fiquei curiosa com esses detalhes. 

E, sabe, meu paladar não era muito diferente do seu na minha infância e adolescência, mas minha mãe limitava o consumo de doce. Lembro que eu não tinha muita oferta de bala, chocolate e bolos em casa. Não era o esquema “doce à vontade”. Quando eu queria algum, precisava pedir dinheiro para a minha mãe (o que já é um fator limitador) e ir até a “venda” do Seu João.

O dinheiro para essa compra não era farto. A grana dava para comprar apenas um doce, o que demandava alguns minutos de namoro diante da vitrine para escolher o ‘certo’. Sempre saía da “venda” com um chocolate ou um doce de abóbora ou de batata-roxa ou com uma ‘teta de nega’.

Além de não comer tantos doces o dia inteiro, mas comer pelo menos um todos os dias, a minha vida infância foi absurdamente ativa, assim como a adolescência. Eu realmente gastava todas as calorias que consumia brincando ao ar livre com os amigos da rua ou da escola e depois fazendo muito esporte e balé.

Talvez você tenha razão sobre a preocupação excessiva em oferecer comida saudável quando o que o filho mais deseja é uma linguiça frita no café da manhã.

Por outro lado, eu acho que, atualmente, essa preocupação se justifica porque, meus filhos, por exemplo, não precisam negociar o dinheiro do doce nem têm de ir “na venda do Seu João”, muito menos ficar namorando a vitrine até escolher o “certo”. A oferta está em casa, ao alcance da mãe e é bem variada. E também porque eles têm uma vida infinitamente menos ativa quando comparada com a minha na mesma idade dele.

Enfim, a minha preocupação sobre a oferta de um cardápio mais saudável e menos calórico tem a ver com o estilo de vida das famílias no século 21, que mudou radicalmente os hábitos – alimentares e, digamos, de “locomoção”. Essa mudança está aí para todos nós enxergarmos. A quantidade de crianças obesas, e não apenas gordinhas, é o reflexo desse novo estilo de vida.

Há excesso de oferta de alimentos calóricos e falta de oferta de atividade, de locomoção, de andar a pé, de bicicleta, de patins, de pular corda, de brincar ao ar livre. E esse desequilíbrio é realmente  preocupante. Não acho que a criança possa viver bem sem brócolis. A falta de costume de comer verduras e legumes, ou seja, ingerir alimentos de baixa caloria e ricos em nutrientes, combinada com o excesso de brincadeira sedentária (leia-se computador e videogame) pode, sim, levar a criança a ter uma saúde debilitada. Não sou eu que estou dizendo. Os fatos estão nos mostrando.

beijos e obrigada por comentar,
Patrícia

21 Comments

cynthia

Eu sempre adorei comer besteiras, trocava frutas por doces e verduras por frituras, até hj se me perguntar o que quero eu prefiro um belo hamburguer que comida, fato!
Mais hj eu tenho filhos e acho que tem de comer bem sim, e acabo comendo junto, inevitável, para dar o exemplo, eu nunca fui gordinha , mais como vc disse acima, há alguns anos atrás a gente não ficava na frente da tv, a gente corria, brincava , pulava e gastava qualquer excesso.
Aqui se tem sol , lugar de brincar é lá fora, e lanchinho são frutas cortadas, e tem doces e bobagens mais é tudo controlado, doces tem de sair comprar…
Bjks e boa semana.

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Renata Fairbanks

Nossa, eu me enxerguei no comentário da Leticia. A diferença é que meus maus hábitos me preocupam MUITO e eu já mudei bastante, embora ainda precise melhorar muito. e vou dizer, trocar as porcarias por comida saudável só me faz sentir bem. Tem MUITOS vegetais que eu detesto, mas eu consegui achar alguns que gosto (brócolis é um dos meus preferidos rs) e quando consigo me manter na linha meu corpo sente a diferença. Mais leveza, menos inchaço, mais disposição, menos peso no estômago… só sentindo pra saber como é bom. Mas ainda dou minhas escorregadas (muitas) e sempre me arrependo. e por isso me preocupo muito com a alimentação dos meus filhos, preciso melhorar mais meus hábitos para não estragar o deles, e a luta é ainda mais difícil porque todos os meus familiares (principalmente avós, que tem mais contato) pensam igual a leticia, que porcaria não faz mal afinal todo mundo sempre comeu e tal. E aí claro que meus filhos preferem as porcarias quando as experimentam. Enfim, a resposta da Patrícia é totalmente coerente e fico do lado dela 🙂
Ah quanto a problemas de saúde, eu acho que mais cedo ou mais tarde os maus hábitos serão refletidos na saúde SIM. Exemplos não nos faltam. Mesmo que uma pessoa não chegue aos 20 anos diabética e hipertensa, pode desenvolver doenças mais tarde, sendo que a simples mudança de hábitos já evitaria isso (ou tornaria mais branda). Eu tive gastrite nervosa e por causa disso diminuí muito as frituras e refrigerante (perdi a vontade mesmo) e quando exagero nesses itens, passo muito mal mesmo a gastrite já tendo sumido. Agora me diz que falta faz fritura e refrigerante na minha vida? Nenhuma né? pra que insistir?
Beijos!

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Lorraine

Patrícia, gostei de seu texto, é bem por aí mesmo. Quanto ao comentário da Letícia, pergunto: e a longo prazo? o que pode ser acarretado?

Já tive meu momento trash também. Quando morava com minha mãe a oferta de doces era super limitada e racionada ao ponto de eu sonhar que estava comendo chicletes e balas. Quando casei, me tornei a dona da lista do mercado e pra dentro do carrinho só iam porcarias e eu fazia brigadeiros quase todos os dias. Resultado: 16 kg em um ano. Fiquei 3 anos nessa vida.
Recorri à uma nutri e uma biomédica que fez um exame de análise periférica do sangue. Os exames tradicionais estavam todos ok, mas este exame mostrou que meu fígado estava debilitado, meu intestino era incapaz de absorver vitaminas, meu sangue estava intoxicado e a coagulação estava comprometida. A médica disse que meu corpo talvez demoraria uns 10 anos para manifestar os sintomas triviais, como diabetes e outras doenças. Meu corpo estava começando a ficar doente mas eu me sentia apenas gordinha. Fiz uma reeducação alimentar, tomei vitaminas e lactobacilos para recuperar a saúde de antes e tento manter isso.
É muito simples nos apegarmos ao que os exames mostram e não pensarmos no que estamos plantando hoje, porque inevitavelmente, um dia iremos colher.

bjos

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Comer para Crescer

Oi, Loraine.
Nossa. Nunca tinha ouvido sobre exame periférico do sangue. Muito interessante.
bjs

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Cristina de Souza

Concordo com a Patrícia.
Sempre comi de tudo. Verduras, legumes, frutas, assados, fritos, cozidos, bovinos, suinos, galináceos, marítimos, enfim, quando digo tudo, é TUDO mesmo, hehehehe. Mas entre comer de tudo e ter minas minhas preferências, há muita diferença! Se fosse pra escolher, comia o frito, o enlatado, o doce, enfim, mas se só tinha o assado, cru, verde, laranja, então eu comia do mesmo jeito.
Já meu irmão, sempre foi terrível! Eram horas penando na frente do prato pra comer uma rodela de cenoura cozida! Imagine o resto da família dos legumes e verduras? Nem pensar! Só batata (de preferência frita). Só que ele sempre foi muito ativo, brincava, praticava esporte, então tinha muita fome.
Por causa disso, minha mãe deixava ele comer, hamburguer, cachorro quente, sandubas em geral (sempre com maionese e catchup), todos os dias. Sabe o que aconteceu? Aos 12 anos, ele tinha o colesterol altíssimo e até hoje, aos 30, ele tem que controlar!
Ou seja, mesmo sendo ativo e não sendo obeso, ele teve um problema seríssimo devido a má alimentação!
Minha mãe quase teve um treco! Maionese não entrou mais em casa, o hambúguer, quando tinha, era assado, e ele teve que se contentar com coisas mais saudáveis pra não passar fome!
Só quem é mãe sabe o que é ser responsável por outra vida! Tudo o que acontece com nossos filhos é por nossa conta! Ver meu filho doente e saber que foi por minha causa, é uma culpa que eu não quero carregar nunca! Não sou radical, mas tudo tem limite!
Beijos!

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Comer para Crescer

Oi, Cristina.
Pois é! Fico sempre me perguntando se o deixar rolar não tem as suas consequências.
bjs

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Anna Carolina A. de Paiva

É muito fácil dizer que a saúde vai ótima aos 19 anos!!! Quero ver depois dos 50 como é que vai estar…Isso é puro imediatismo, muito comum aos adolescentes … Eu tb fui uma criança chata pra comer, chata mesmo. Não tinha fome e só comia porcarias. Além disso, minha mãe não fazia restrição alguma, doce a vontade, sempre. Meu pai dava um carrinho pra mim e minha irmã pegarmos o que queríamos na hora das compras. Hoje tenho 30 anos, um filho de 3 e outro na barriga. E, óbvio, que não pretendo criar meus filhos assim, seria um absurdo, uma ignorância tremenda. Eu criei “juízo” lá pelos 15 anos e desde então, venho melhorando minha alimentação cada vez mais, e tenho muito orgulho disso. Acredito no equilíbrio, que não preciso ser neurótica. Mas, aqui em casa não entra porcaria não. Quando saímos, pras festinhas ou visitar amigos, meu filho pode comer o que quiser, e ele come, mas não se interessa demais por porcarias, pois prefere brincar. Acho que isso é resultado da educação alimentar que ele recebeu em casa, que é o mais importante, ou seja, o exemplo dos pais.

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Andrea Fregnani B Rosa

Que perigo, alguém de 19 anos achando que não teve problema por se alimentar mal, isso só seria possível de se saber se essa pessoas tivesse uns 80 anos e estivesse bem, cada organismo é mesmo diferente, uns aguentam masi tempo, outros não, muito irresponsável defender a má alimentação, dizendo nunca ter tido problemas,
bjs

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Sara

Os 19 anos são lindos! Quero ver quando estiver com 30, 35…eu entendo que é difícil mudar, mas dizer que toda a pesquisa em torno de nutrição e saúde é uma besteira, não tem razão.

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Milene diiiirce

Tenho um marido bem seletivo para comer, e ele sofre com os jantares e almoços da vida! Sabe o qto as pessoas se chateiam por ele não gostar do cardápio feito com tanta dedicação. Por isso tento criar um filho mais experimentador. Mas acho que o negócio é genético!!! Não forço, não minto (trauma de uma vez que minha mãe disse que dobradinha era frango desfiado), mas dou o exemplo. E quando eu ou o marido resolvemos provar algo novo, mostramos para ele. Pelo pequeno, as refeições eram à base de bolacha e bala de goma. Mas esses eu só libero aos finais de semana e nas festas. Não acho q meu filho terá problemas de saúde, como meu marido nunca teve, mas ter um paladar mais receptivo nos deixa mais confortável em certas situações.
Jokas da Mi diiirce

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Mariana

Como já falaram aqui, ela só tem 19 anos. Daqui a outros 19 peça pra ela voltar e confirmar em que estado de saúde se encontra.

Alimentação saudável não é só pra não engordar! O que vc come afeta sua disposição, sua pele, seus cabelos, seu sangue, funcionamento de vários órgãos, agilidade pra pensar e aprender, etc. Duvido muito que uma criança cresça 100% bem sem verduras e legumes. Comer porcaritos de vez em quando é uma delícia mesmo, mas viver deles não dá certo, como já foi provado inúmeras vezes pela ciência. Mas claro que os cientistas não contavam com uma certa astúcia…

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Kathe

Bom,eu quando criança nao comia nada…..quando comia era uma festa entao na minha casa sempre tinha tudo que existisse de porcaria ,desde chocolates,balas,refrigerantes,tudo,mas tudo mesmo a vontade,sempre fui uma criança muito ativa e depois de um tempo comecei a adorar salada,comia sempre muita verdura,legume e fruta,já nunca fui fã do feijo,detesto feijao e arroz ate hoje…tenho um filho de 2 anos que come de tudo,diicil recusar alguma coisa,mas se ele nao quer provar,eu nao forço ,em outra ocasiao ele prova,deixo doces a vontade aqui em casa,e por incrivel que pareça ele nao busca muito nao,prefere comer tomate cereja e brocolis do que chocolate,nao dou doce como gratificaçao e nem nada do genero,a pesar da idade dele ele sabe os limites dele,eu tenho 23 anos a mais de 8 anos como mais comidas “saudaveis”do que porcarias e doces,quando criança nunca tive problemas de saude,colesterol e nem nada do tipo sempre fui do tipo magricela….e hj tenho colesterol altissimo,entre outros problemas,nao tenho disposiçao pra nada e ja fui em mil medicos e nutricionistas,perguntei se talvez minha dieta na infancia pudesse ter afetado e eles me confirmaram que nao…..continuo muito magrela e minha qualidade de vida comendo coisas mais saudaveis decaiu absurdamente…infelizmente….

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Comer para Crescer

Oi, Kathe.
Muito impressionante o seu relato. Espero que vc consiga reverter esse quadro. sabe que meu marido tem colesterol altíssimo. precisa tomar medicamento para controlar e sofria de sono e cansaço extremo, mas no caso dele não era a alimentação nem o colesterol era a qualidade do sono. foi em vários médicos até ser encaminhado para um dentista especializado em distúrbios do sono. fez uma placa para os dentes, que é caréssima (puf!), e passou a dormir super bem, a noite inteira. ás vezes, a origem do problema está onde a gente nem imagina.
Boa sorte, mas não desista de buscar a origem para você se sentir bem.
bjs

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Kathe

Sim,nem me fala por isso que eu penso que a alimentaçao saudável nao é tudo na vida,haha ja procurei um ortodontista e estou em fase de exames pra ver se meu problema é neste aspecto,espero que se resolva logo….pq ngm merece viver assim…axo que eu preferia ser gordinha,comer porcarias e ser mais feliz!!!

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Aline

Tenho um filho de 5 anos que nunca me trabalho com alimentação. Embora coma bem alguns legumes e frutas, não aceita bem verduras, mas acho que é questão de tempo. Nunca forçei alimentos que ele não gosta, mas faço questão que ele almoçe e jante. Se não quer almoçar, não pode trocar por biscoito. Claro que ele come pizza, biscoito recheado, leva bisnaguinha e todynho de lanche para a escola, mas como não ofertamos as ditas “porcarias” pra ele o tempo todo, ele come naturalmente comida de “gente grande”. Acho que essa parte da alimentação passa mais pela disposição das mães (digo mãe porque normalmente somos nós que preparamos as refeições) do que pelas preferências dos filhos. Tenho amigas que dizem que os filhos quase não comem, mas que nunca fizeram uma sopinha de legumes quando eles eram bebês por preguiça. Preferiam miojo e mamadeira a “perder tempo” preparando uma papinha que não demora nem 20 minutos pra ficar pronta. Meu filho bebe refrigerante, pouco, isso porque nunca ofereci, sempre era suco (muitas vezes o de caixinha mesmo). Quando ele pediu, deixei tomar, mas como isso não era hábito, hoje ele toma se nós tomamos. Muitas vezes quando saimos ele pede suco. Existem exceções, mas pode analisar que a grande maioria de crianças com dificuldade de alimentação passa por uma mãe com preguiça.

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Roberta Furtado

oi patricia,
achei “sem querer” o blog hoje! e como o assunto muito me interessa, fui futricar. já tava curtindo tudo quando entrei aqui nesse post. e aí deu mesmo vontade de escrever e comentar. li em voz alta para minha parceira de trabalho e juntas fomos concordando com todos os detalhes de sua resposta. nem preciso ler o resto do blog (ainda que eu vá fazer com calma, porque será certamente um prazer!).
o seu assunto também é o nosso: criança e comida. portanto, resolvi entrar em contato pra parabenizar o texto, mas acima de tudo nos conhecer melhor e trocar ideias e quem sabe, receitas! o nosso site está prestes a ir mais completo para o ar. no momento, apenas uma página estática. mas por favor, dê uma olhadinha. e vindo ao rio, venha nos ver ao vivo no humaitá!
http://www.ateliedasideias.com.br
beijos,
roberta

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Comer para Crescer

Oi, Roberta.
Obrigada pelo comentário e pelo convite e quando eu estiver no Rio farei contato para nos conhecermos pessoalmente. E fica o convite para quando você estiver em São Paulo, faça contato para tomarmos um café.
E vou visitar o atelier das ideias, sim.

bjs
Patricia

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sandra

Estava buscando informações sobre alimentação saudavel quando me deparei com o comentario acima , com certeza a busca por uma alimentação saudável em relação as crianças devem vir dos pais, e é de responsabilidade dos pais,mais deve-se saber que nem todas as crianças são iguais, nem sempre a oferta de alimentos saudáveis quer dizer que vai funcionar, é fácil chamar uma mãe de preguiçosa quando não está vivenciando essa dificuldade, estou lutando com esse problema com meu filho há 12 anos , na minha casa comemos de tudo, principalmente frutas, legumes, verduras e meu filho não aceita nem experimentar, me preocupo muito com sua saúde, me esforço muito para ajudá-lo, porém nossos filhos não são robozinhos programados para fazer oque nós queremos.Não vou desistir nunca, estou sempre oferecendo alimentos saudáveis, e tenho esperança que aos poucos ele vai aceitar novas experiências .

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Jubiara dos Santos

Meu filho anda reclamando de enjoou , estou oreucupada ele não gosta de certas comidas saudáveis , mais tmb não come tanta besteira. Já tem uma semana q ele se queicha sera q pode ser algo serio ?

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