Consumidor consciente is priceless

consumidor consciente is priceless

Pesquisa de uma nutricionista da Universidade de Brasília mostra que crianças que assistem mais TV, canal pago ou TV aberta, correm maior risco de comer porcaritos ou guloseimas, como a pesquisa se refere às comidinhas com excesso de açúcar, gordura e sódio.
A pesquisa foi publicada no jornal Folha de S.Paulo, de sábado 6 de novembro. Segundo o jornal, para a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), os pais e educadores são responsáveis por controlar as informações sobre a alimentação das crianças.

Eu concordo, em partes. É fácil se eximir de responsabilidade social quando o assunto são os filhos dos outros. Aqui em casa, os meninos cresceram sabendo que comidas fast foods são consumidas de vez em quando.
O consumo de refrigerante, salgadinhos, salsichas, nuggets, gelatina, pão de forma (que nunca embolora), Toddynho, geléia com excesso de açúcar, são mais restritos porque são ultraprocessados e têm pouco a oferecer nutricionalmente.

consumidor consciente is priceless

Consumidor consciente is priceless

Fico pensando o que aconteceria se todos as mães e pais brasileiros tivessem essa tomada de consciência e optassem por levar à mesa muito mais comida de verdade e muito menos comida de caixinha.

Acho que, se isso acontecer, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) estaria diante de uma queda monumental nas vendas de produtos de seus associados e teria de mudar de atitude e discurso e orientar seus associados a estudar a possibilidade de modificar as fórmulas dos alimentos, vendendo produtos mais saudáveis.

Afinal, o homem já chegou na Lua porque raios não consegue fazer um Toddynho com menos sódio?

Mas esse meu pensamento é utópico.

O público e o privado

Nos EUA, reportagem do jornal The New York Times mostrou que uma organização para promover o consumo de alimentos lácteos e mantida com dinheiro público – do contribuinte – tem feito acordos com redes de restaurantes para promover o consumo de queijo amarelo (tipo cheddar). Esse tipo de queijo anda em baixa nos EUA por causa da gordura saturada – queijos amarelos têm mais gordura saturada que os brancos.

O incentivo da associação está dentro do jogo comercial. Até aí, nada de mais. O problema começa, como mostra o texto do Marcos Guterman, quando ” a Domino’s Pizza, mal das pernas, recebe auxílio da Dairy Management (a tal organização privada mantida com dinheiro público) para desenvolver uma linha de pizzas com 40% mais queijo. A ajuda incluiu uma injeção de US$ 12 milhões em campanha publicitária.

Resultado: as vendas dispararam. No entanto, uma fatia do queijo usado na milagrosa pizza equivale a dois terços do consumo diário máximo recomendado de gordura saturada.”

O problema segue. A ação de incentivo da Dairy Management recebe o aval do Departamento de Agricultura da gestão de Barack Obama. A primeira-dama, a chique Michelle Obama, é a líder na cruzada contra a alimentação equivocada, com excesso de gordura saturada, por exemplo.

“O Dairy Management recebe verbas do Departamento da Agricultura, que ainda indica integrantes para sua administração e aprova suas campanhas de marketing”, diz o texto do Guterman.

É como se a Anvisa desse aval para as ações da Abia e ainda permitisse que a associação brasileira indicasse membros para o seu board. O departamento americano diz que apoia as ações de incentivo para estimular a economia agropecuária do país.

 

consumidor consciente is priceless

Consumidor consciente tem poder

Não sou ingênua e sei que tudo se resume a dinheiro e poder. A opinião do consumidor importa depois desses dois primeiros itens.

Só que eu, como consumidora, tenho poder. Também. Como estou mudando meus hábitos de consumo, tentando fazer compras mais conscientes, de produtos com valores agregados (rótulos legíveis, por exemplo), acabo obrigando quem me vende o produto também a mudar.

Porque eu (e você) tenho o dinheiro e o poder de compra. Se o produto não me satisfaz, não levo.

Sem o consumidor, o produtor-vendedor-revendedor is nothing!

Ou seja, ser consumidor consciente is priceless!

E você, também está preparada para mudar, um pouco por dia. Mas seguir mudando os hábitos sempre em direção a um consumo consciente, olhando para o rótulo, e não apenas para o preço e para a publicidade que alguém faz dele?

beijos,

Patricia

Crédito de fotos: Todas da internet e sem crédito

4 Comments

Comer para Crescer

Apoiada, Pati, apoiada!!!! Nossa Anvisa, tadinha, tenta, mas pelo menos não se vende como a colega americana!
beijos
Mônica

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Gaby

Yep… Tem meu apoio. Tb. Na minha dispensa não entra nada que possa “fingir” que me alimenta.
Tudo é natural aqui. De vez em quando, entra uma guloseima…. apenas de vez em quando…

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Barbara Horn

Oi Patricia… agradeço tanta informação boa deste seu post. Eu acho super importante as pessoas serem mais conscientes do que consomem, principalmente as que tem filhos pequenos.., não é mesmo? Limitar as “porcarias” e fazer em casa a maioria dos alimentos é o que procuro fazer pelos meus… um abraço!

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Renata (OQuêComerHoje)

EXCELENTE POST.
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Infelizmente – que as crianças não nos ‘ouçam’ -, comer “porcaritos” (adorei o termo) em frente à TV é bom demais!!
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Eu, como sou adulta e tenho noção de alimentação saudável, procuro evitar e fazer pipocas sem óleo e com pouco sal, e levar salgadinhos torrados ao invés de fritos para a frente da TV, mas com as crianças já é (bem) mais difícil, né?
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Beijos
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p.s.: Ah! Mônica, adorei o e-mail que vc me enviou e só respondi hj como sempre. E obrigada aos elogios ao “OQuêComerHoje?” Também adoro o Comer para crescer
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Mais beijos
Renata

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