Como você se relaciona com a comida?

Na semana passada, a revista do The New York Times publicou um artigo interessante sobre como os adultos se relacionam com a comida e de que forma essa relação afeta as crianças. Maridón viu o texto e, diligentemente, repassou o link.

Peggy Orenstein, a autora, chama a atenção para o quanto nossos comentários à mesa sobre comidas podem ser perigosos, principalmente para as meninas.

“Uma pesquisa de 2003 do Serviço Nacional de Saúde e Nutrição mostrou que as mães tinham três vezes mais chance de notar o excesso de peso nas filhas do que nos filhos, mesmo que os meninos fossem maiores. leia mais

Como as embalagens enganam nosso cérebro

Detonei um saquinho de bala de gomas hoje tarde. Miguel havia ganho o doce de presente de alguém há alguns dias. Tinha até esquecido. Até que hoje, num surto por açúcar, abri o pacotinho de 100 gramas e comi tudo em poucos minutos. Miguel não viu uma única bala açucarada e cheia de corante, porém, deliciosa (pelo menos para mim).

Mas ainda bem que ele não comeu (rsrsrs!!), senão iria mesmo se entupir de caloria vazia, porque o saquinho de 100 gramas tem incríveis 360 calorias. Mas você só descobre isso fazendo contas porque a tabela de informação nutricional traz que há 72 calorias em 20 gramas. A letrinha é miúda assim mesmo. leia mais

O estômago infantil e o cérebro adulto

Lembro quando meu pai lotava meu prato na hora do almoço e a comida demoraaaaaaaava para desaparecer. Lógico. Se ele soubesse o que eu sei hoje…

Hoje eu sei que o estômago infantil é muito menor do que a fantasia dos pais imaginam. Como a Patrícia já disse aqui, enquanto um adulto tem a capacidade gástrica de 1300 ml, um bebê por volta de 1 ano tem apenas 250 ml no máximo.

Mas outro dia, conversando com o pediatra Victor Nudelman, do Hospital Albert Eisnten, descobri algo mais extraordinário: quando somos bebês, até cerca de dois anos, temos a consciência exata da hora em que estamos saciados. Não comemos por gula, ansiedade, medo, frustração, alegria, paixão ou qualquer outra coisa. Comemos apenas porque… estamos com fome!
Só que aí vem os pais (esses seres sempre culpados de tudo…) e querem que a criança coma mais, coma tudo. E mais um pouco. Indefesos, os filhos tentam nos agradar e comem. E perdem, com o costume e o tempo, essa maravilhosa capacidade do cérebro de saber que chegou a hora de parar. leia mais

Sobre ferro na infância (Parte II). Ou por que meu filho não come… carne?

 Já faz um tempo que escrevi sobre a importância do ferro na infância (não leu? Tá aqui!) e a minha dificuldade em fazer Miguel comer carne vermelha, uma das mais importantes fontes de ferro.

Voltei a questionar o pediatra dos meninos, dr. Mauro Toporovski. Ele disse que o paladar (de crianças e de adultos) é mesmo um desafio. Mas ele deu algumas dicas valiosas:

– é preciso oferecer um alimento novo repetidas, várias, diversas, numerosas vezes para só então ser decretado: ele não gosta mesmo de … (seja lá o que for). Não é na primeira nem na segunda vez muito menos na terceira rejeitada que podemos dizer que o filho não gosta de tal comida. São ao menos 10 exposições ao longo de dois ou três meses com o alimento sendo apresentado nas mais variadas formas e jeitos (cozido, assado, frito; puro ou acompanhado de molho vermelho, branco, verde, azul ou cor de abóbora; empanado, na torta, no suco, na salada; em purê ou na sopa; no café da manhã, no lanche, no almoço ou no jantar; em dia de chuva ou em dia sol). leia mais

É tempo de caqui!

A Ana voltou ontem da feira com uma surpresa no carrinho: caquis!!! Adoro essa fruta redonda com jeitão de tomate  na aparência e gosto de beijo do amor da minha vida: doce, macio, úmido.

Aliás, acho essa fruta bem sexy!

Samu já gosta da fruta que é fonte de vitaminas e fibras. Miguel ainda faz argh para ela! Mal sabe ele o quanto é deliciosa. Tsc tsc tsc.

Se quiser oferecê-la aos bebês, o único cuidado é lavar muito bem a casca para retirar possíveis defensivos agrícolas. leia mais

Bebês comem lasanha e bebem refrigerante

Crédito: www.uol.com.br fac-símile da primeira página da FSP

A Folha de S.Paulo traz hoje no caderno Equilíbrio uma matéria sobre os maus hábitos na alimentação infantil. Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria revela (e reforça o que já constataram outros estudos) que mães, pais, avós, babás dão comida de qualidade ruim ao bebês a partir dos 4 meses. Os bebês comem de “tudo”: de miojo (que é lotado de sódio) a lasanha congelada (com bastante gordura).

Johnny Katchoolik/OpenPhoto

Confesso que fiquei chocada ao ver o estudo, que será publicado no Jornal de Pediatria. Os bebês tomam refrigerantes, bebem leite de vaca, comem bala, salgadinhos (Doritos, Ruffles, Torcida), salsicha e muita bolacha recheada. É, de fato, comem de ‘tudo’, como disse outro dia a Mãe do Bento. Mas a qualidade do que ingerem não deveria ser motivo de orgulho para os adultos, que estão sempre dispostos e empenhados a dar tudo do bom e do melhor aos filhos. Vá lá, os pequenos, segundo estudo, comem frutas e hortaliças (a boa notícia), mas (a má notícia) muito menos do que o necessário, do que as porções indicadas. leia mais