O apetite das crianças

                                                        Aveia tem zinco

Navegar pela blogosfera é uma delícia quando temos tempo, né? No domingo, enquanto torcia para o Flamengo ser campeão brasileiro, ia de blog em blog (inclusive para aplacar a ansiedade) e acabei chegando a um post curioso do Henrique Freire Soares. Ele fala sobre a falta de apetite das crianças pequenas para comidas de sal. O texto, originalmente do presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que a pouca animação infantil para um prato de arroz com feijão pode ter origem na deficiência de zinco, um mineral sobre o qual pouco escutamos falar, mas que parece fazer uma diferença e tanto – principalmente quando a gente se esfalfela para fazer os pequenos comeram algumas minguadas colheradas de frango. Parece que a deficiência de zinco é mais comum do que se pode imaginar. Que tal na próxima consulta com o pediatra dos herdeiros falar sobre a relação entre o zinco e o desinteresse pela comida nossa de cada dia? leia mais

Viva a macarronada!

Se tem uma comida que os meninos adoram é macarronada! E a clássica: ao sugo ou no azeite. Eles se deliciam com espaguete, com pouco molho e (infelizmente) muito queijo ralado. Se eu fizesse o prato todos os dias, eles comeriam sem problemas, sem reclamar.

Mas será que podemos oferecer macarrão muitas vezes na semana para as crianças? Lembro quando, certa vez, entrevistei o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, da Unifesp, fiz essa mesma pergunta e fiquei surpresa com a resposta – e que me fez sentido. Lembro dele ter tido que o macarrão é a base da alimentação de vários países asiáticos. leia mais

Sem dentes e com apetite

Há exatamente um ano Samuel tinha a boca com muitos dentes de leite, como prova a foto aqui. Dois molares haviam caído, mas ainda era possível comer milho cozido ou morder pão francês sem muitos malabarismos.

Hoje, a realidade bucal do menino-moleque é outra. Está assim ô: Pois é! Tirei essa foto hoje, dia 4 de novembro. A garagem bucal do garoto é grande, bem espaçosa. Por mais aflitivo que possa parecer, Samuel está se dando bem com os vazios dentários. O apetite continua de gavião. Mas ele tem feito alguns malabarismos para morder. Como adora pão francês, o jeito é abrir bem o bocão e morder, quase, com os caninos. Isso mesmo! Samu coloca o pão lá no fundão da boca para conseguir arrancar um naco. É estranho, mas ele descobriu sozinho como se virar com a garagem. O milho cozido, que ele tanto adorava, foi abandonado. A maçã passou a ser cotada em fatias. “Mamãe, não dá para morder!”, disse ele outro dia quando lhe dei a fruta inteira. Coincidência ou não, desde que começou a troca dos dentes, ele passou a adorar canja! Ele garante que não dói morder com os não-dentes da frente. O maior problema é que os pré-molares estão começando a ficar molengas também e, aí, é mesmo impossível quebrar qualquer alimento mais duro. Enfim, os dentes foram caindo e nenhum drama alimentar surgiu, até porque não há muito o que fazer senão esperar os permanentes darem as caras. O cardárpio aqui em casa continua igual: sem ossobuco, claro (porque ninguém gosta), mas o milho cozido, vira e mexe, está na mesa, afinal o restante da família adora o cereal cozidinho, tal qual na praia! beijos da Pati

Amamente. Se não der, peça ajuda!

Já disse aqui o quanto a minha paciência é pequena com as mães que diante das primeiras dificuldades impostas pela amamentação tascam uma mamadeira de leite, de chá ou de água no recém-nascido. Fiquei tão feliz em ler o relato abaixo (que copio na íntegra). Ele só confirma a minha intolerância e ao mesmo tempo me traz um sentimento de que dias melhores virão para a a amamentação exclusiva.

“AMAMENTAR VALE A PENA
Sempre sonhei em ser mãe e poder amamentar. Fiz curso de amamentação com o pouco tempo que me restou de uma gravidez onde como todo mundo sabe trabalhei muito. Li muito e conversei com várias pessoas sobre amamentação. Quando Clara nasceu tive total apoio do pediatra e das enfermeiras da Casa de Saúde São José para amamentar. Mesmo estando informada nos primeiros dias passei pelo que milhares de mães passam: meu seio empedrou, o bico rachou e minha filha começou a perder peso. Como mãe de primeira viagem fiquei bem nervosa com a possibilidade de não poder alimentar minha filha ou ter que dar mamadeira logo na primeira semana. A responsabilidade de você ser o alimento é enorme o que se mistura com culpa materna, o medo dos primeiros dias de maternidade e a dor que a gente sente nas massagens nos seios. Fora que amamentar tem muito a ver com o emocional e a nossa ansiedade passa pro bebê. leia mais