Sobrevivendo à escassez das frutas – parte 2

Na semana passada, dividi aqui um pouco do meu jogo cintura para administrar uma fruteira quase vazia, com apenas uns remanescentes à beira da “madureza” e o dia da feira longe de chegar.

Convidei a todos para contar como também fazem para fechar a equação pouca fruta + fruta madura – dia da reposição distante.

A mgpedreira, do Espaço da Mamãe, sugeriu uma mega vitamina: mamão, banana e maçã com as que estão muito maduras. E assumiu: “também sofro do mesmo problema: o que fazer quando as frutas estão acabando!” Mesma angústia da Lu Terceiro, do Nhoc!, inclusive porque lá na casa dela não se consegue ficar sem fruta. Quando isso acontece e o dia da feira de orgânicos não chega, a Lu recorre ao supermercado ou ao sacolão. O Cássio também contou como é difícil administrar a compra de frutas. “Compramos verdes e às vezes não amadurecem; compramos quase maduras e o calor faz tudo passar”, escreveu ele. Ele citou frutas que aguentam até duas semanas (o abacaxi, a pera, a maçã, a manga, a laranja, o kiwi, o abacate , o melão (amarelo e pele de sapo) e acrescentou que basta comprar algumas mais verdes e controlar com a geladeira. E deu outra dica legal: ter polpas congeladas para um suco, gelatina (aquela natural, né?), engrossar uma salada de frutas ou bater com iogurte (lembra da receita do iogurte caseiro? Foi divulgada aqui.).

Pensam que a dificuldade é uma exclusividade brasileira? A Vanessa Ribeiro, do http://coisasminhas-vane.blogspot.com/, mora em Barcelona, do outro lado do Atlântico, e contou que “a variedade de frutas na feira ou ‘mercados’ de bairros é muito limitada”. Isso acaba levando a um outro problema: eles enjoam porque são sempre os mesmos sabores (lembram da história da papinha industrializada que a Mônica contou aqui). Ela contou que recorre muito às frutas secas e as em calda. Olha que observação bacana que ela fez: “Como meu marido e eu praticamos muito esporte, sempre levamos frutas secas para as viagens porque são fáceis de carregar e dão muita energia.”

A Lia, do http://sacodefarinha.blogspot.com/, também é adepta das frutas secas, de sucos integrais, como o de uva, e de variar no estágio de amadurecimento das frutas. Algo que a S.Cris faz. “As bananas, líderes absolutas em consumo, vêm em tons degradê, do verde até o bem amarelinho”, escreveu ela.
A Simone me fez morrer de inveja por ter uma hortifruti do lado do colégio das filhas, algo que é um facilitador inclusive porque as menina não gostam de frutas muito maduras. Ela consegue, então, comprar tudo fresquinho todo dia. Que inveja! Será que ela consegui antecipar cardápios, comprando alimentos num dia para fazer a refeição no outro?
A Chris Ferreira, do http://inventandocomamamae.blogspot.com/, acrescentou que ter o sorvete de creme em casa é mesmo uma boa opção. “Mamão batido com sorvete de creme é tudo de bom. Banana em fatias com sorvete de creme também fica bom demais. Gostamos de colocar frutas picadas, tipo maçã, dentro da gelatina. Fica enfeitada e mais gostosa”, escreveu.

Adorei todas as sugestões.

 

Acrescento que para as crianças gostarem das frutas e frutos secos é preciso ter calma. Apresentar aos poucos (aliás como todo alimento novo) e esperar para ver como o paladar da criança reage. Eu compro muita uva passa. Acrescentamos na salada e em bolos. Mas gosto mesmo de comer pura. O Miguel também gosta de uva passa. Samuel, não. Acha muito doce. Mas num momento de aperto, ele come.
 
beijos da Patricia leia mais

O menino e a melancia

Todo sábado, no finalzinho do almoço, o menino tem o seguinte diálogo com a mãe:
– Posso tomar sorvete?, ele pergunta.
– Sim, pode. Mas primeiro tem de comer a fruta, ela responde.

Ele nem resmunga. Nem faz cara feia. Nem dá piti porque sabe que a mãe não dá espaço para negociação. Ou come a fruta ou não come nada. (“Será que ela tem uma pedra no coração?”)

O menino vai até a mesa onde ficam as frutas e observa o que tem de oferta. Naquele sábado tinha ameixa (que ele não gosta), carambola cortada em fatias (que ele também não gosta) e fatias finas de melancia (que ele gosta). Ele coloca uma fatia da fruta vermelha no pratinho e volta para o seu lugar. Decide primeiro tirar os caroços para depois devorar a fruta. leia mais

O melhor cupcake do mundo?!

Dizem que o melhor cup cake do mundo é o da Magnolia Bakery, em Nova York. (Suri, a filha lindinha do chato do Tom Cruise, e sua mãe, Katie Holmes seriam habitués do lugar). Será que é mesmo tão bom assim? Confesso ter certa preguiça para cup cakes. Comê-los é sinônimo de bagunça e meleca. Tem tanta comidinha tão ou mais gostosa que não meleca tanto assim. http://gothamist.com  Mas que eles parecem deliciosos, eles parecem. Gostei mesmo foram das camisetas com desenhos de cup cakes da Pettiskirtstyle. Não fazem nenhuma meleca e são um charme só. Quer ver outros modelos? Clique aqui                      Beijos, Patricia

Como sobreviver à escassez das frutas

                                                                Julián Rovagnati/SotockImage

As frutas são excelentes fontes de vitaminas (A, do complexo B, C etc), minerais. Têm açúcar (frutose) saudável. Não engordam como os doces (bolos, chocolats etc). leia mais

Bebês comem lasanha e bebem refrigerante

Crédito: www.uol.com.br fac-símile da primeira página da FSP

A Folha de S.Paulo traz hoje no caderno Equilíbrio uma matéria sobre os maus hábitos na alimentação infantil. Um estudo feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria revela (e reforça o que já constataram outros estudos) que mães, pais, avós, babás dão comida de qualidade ruim ao bebês a partir dos 4 meses. Os bebês comem de “tudo”: de miojo (que é lotado de sódio) a lasanha congelada (com bastante gordura).

Johnny Katchoolik/OpenPhoto

Confesso que fiquei chocada ao ver o estudo, que será publicado no Jornal de Pediatria. Os bebês tomam refrigerantes, bebem leite de vaca, comem bala, salgadinhos (Doritos, Ruffles, Torcida), salsicha e muita bolacha recheada. É, de fato, comem de ‘tudo’, como disse outro dia a Mãe do Bento. Mas a qualidade do que ingerem não deveria ser motivo de orgulho para os adultos, que estão sempre dispostos e empenhados a dar tudo do bom e do melhor aos filhos. Vá lá, os pequenos, segundo estudo, comem frutas e hortaliças (a boa notícia), mas (a má notícia) muito menos do que o necessário, do que as porções indicadas. leia mais

Quem cozinha para as crianças?

                                                    TED/James Duncan Davidson

“Os estudantes chamaram tomates de batatas, nomearam de pêra uma berinjela e de cebola, uma beterrada. As crianças não conhecem os vegetais porque elas não entram na cozinha. Elas não cozinham com suas famílias porque as famílias não cozinham.

“Eu anseio por sua ajuda para criar um movimento forte e sustentável para educar cada criança sobre o que são os alimentos e sobre comida, para inspirar as famílias a voltarem a cozinhar e para empoderar todas as pessoas a lutarem contra a obesidade.” leia mais

Você é normal?

Esse teste é rápido. Tem apenas cinco perguntas. Não precisa anotar as respostas num papel. Dá para responder mentalmente.

1) Você já perdeu a paciência com seu(s) filho(s) e gritou com ele durante alguma refeição?
*Sim
* Não

2) Você já disse ao filho(a) que ele(a) não poderia beber nada antes de comer, mas após apelos insistentes acabou liberando goles da bebida antes da primeira garfada?

*Sim

* Não

3) Você já soltou, durante alguma refeição, um incisivo “vai comer porque eu quero” depois de alguns minutos de relutância infantil em comer o que era oferecido? *Sim

* Não

4) Já perdeu as estribeiras com a criança por causa da bagunça que ela fez à mesa durante a refeição?
*Sim

* Não

5) Já liberou porcaritos como refeição por total e absoluta preguiça de fazer uma comidinha mais saudável?
*Sim leia mais

Porque risquei as gelatinas da lista de compras

Cresci me deliciando com os sabores e a consistência das gelatinas. Aliás, elas são lindas, coloridas, brilhantes, perfumadas, além de saborosas. Sobremesa com a cara do verão, pois é levinha.

Mas as gelatinas artificiais, de caixinha, andam em baixa aqui em casa. No post que fiz sobre Novos Hábitos para 2010, sugeri, inclusive, que elas fossem riscadas da lista de compras, algo que fiz.

E explico o motivo:

Minha desconfiança com elas começou quando o pediatra dos meninos pedia para “não dar muito porque têm corante demais”, dizia ele sem dar mais explicações. leia mais

Henrique Fogaça conta como fazer legumes deliciosos para crianças

Henrique Fogaça

Toda mãe sabe que, às vezes, é bem difícil fazer os pequenos comerem legumes. Se tem algo que eles gostam de encrencar é com as hortaliças, não é? Alguém já viu criança encrecar com bolacha recheada? Com bolo, cup cake? Então, como fazer para as crianças comerem legumes? Além de oferecer de diversas vezes e de variadas formas, que tal preparar de um jeito bem gostoso?

Segundo o chef Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia, pai de João Corvo e Olívia, para que os legumes fiquem atrativos às crianças o segredo está no tempero. “Os legumes ficam deliciosos quando são cozidos no vapor, na medida certa, e temperados com azeite e sal no fim. A cenoura e o brócolis japonês se tornam quase doces”, afirma.  Na opinião do chef, o cozimento a vapor mantém os legumes e raízes (como a batata) com sabor mais apurado, além de conservar os nutrientes. “Mas cada legume tem seu tempo de cozimento”, alerta Fogaça. leia mais

Minha aventura na cozinha

Três coisas que li na última semana me chamaram muito a atenção:
– a primeira foi o relato da nossa amiga-colabodora Andréa sobre a decisão de contratar uma nutricionista para ajudar a família a melhorar a qualidade da alimentação (e olha que conheço a Andrea há muito tempo e sei que come-se muito bem na casa dela. Mas, como sempre dá para melhorar, então melhoremos);

– a segunda foi o resultado da nossa pesquisa sobre quem cozinha: a maioria das leitoras que respondeu diz que é ela porque é necessário (ou seja, se tivessem alguém para executar essa missão passariam a bola adiante, como faço aqui em casa); – e a terceira foi a pesquisa do Datafolha sobre alimentação que saiu na Folha e alertava que o despreparo das mães e dos pais com a maternidade é que leva as crianças à comer salgadinho, bolacha com recheio e beber refrigerante antes de dois anos de idade. A maternidade desembarca em nossas vidas como um universo realmente paralelo. Temos menos contato com bebês do que as gerações de nossos pais. Tem gente que só vai ter contato de fato com um bebê pela primeira vez na vida no nascimento do filho. Isso significa também ter contato com a alimentação infantil e, às vezes, até com a cozinha. Minha mãe já cozinhava aos 7 anos de idade. Não porque gostava, mas por dever. É a caçula de 8 irmãos. Como todos trabalhavam, alguém tinha de fazer a comida de casa. Esse alguém era minha mãe. É, claro, que aos 20 anos, quando ela se casou, já sabia pilotar todos os fogões e panelas. Sabia cozinhar para pessoas de todas as idades e sabia fazer papinha para os sobrinhos. Eu fui pilotar fogão aos 14 anos a pedido da minha mãe, “para me preparar para a vida”. Era uma espécie de sub-chefe da minha irmã mais velha. Mas sempre detestei a função e toda vez que podia passava a bola adiante. Fui me interessar “em estudar, me formar, trabalhar para não depender de marido”. Saí de casa para casar e me libertei da obrigação de cozinhar. Assim como a Andréa, na minha casa tinha todos os cardápios de restaurantes delivery do bairro na gaveta da mesa do telefone. Jamais me preocupei em aprender a cozinhar melhor. Mas, quando Samuel nasceu, fiquei chocada com o universo paralelo que se abriu e também sobre quanto eu e maridón desconhecíamos o mundo dos casais com filhos. Fiquei bege. E também rosa, amarela, verde. Apesar dos esforços da minha mãe, cozinhar continuou a ser um mistério para mim. No momento da introdução da papinha, quando o pediatra deu a receita da primeira papinha, o mistério da culinária se mostrou toda a sua força: saí do consultório sem saber se 1 quilo de carne daria para a primeira papinha. Naquele momento fiquei roxa. Uma total sem noção! Sorte que minha mãe me socorreu (com sorriso largo) na primeira papinha e também em dizer que não eu deveria dar suco de caixinha antes do Samuel ter 2 anos; que eu só fui comer doce quando tinha 3 anos de idade; que eu nunca tinha bebido refrigerante até os 5 anos; que só me dava bolacha Maria ou Maizena. Enfim, minha mãe pode ter enchido minhas orelhas com tanto “que assim, que assado”, mas sábia a sabedoria dela em me azucrinar porque não caí na tentação da via fácil, ou seja, de dar o que eu, adulta, mastigo, para um bebê de seis meses porque fazer papinha é chato, dá trabalho. Infelizmente, há muito adulto fazendo isso, como mostra pesquisa da Unifesp. É uma pena. Ter filhos é sair de um mundo e entrar em outro mundo, que dá muito trabalho e exige muito jogo de cintura e pouca preguiça. Há tanta fruta que dá para ser levada na bolsa. Há tantos potinhos que cabem frutas e que também cabem em qualquer bolsa. E existe água para as crianças. E existe a palavra NÃO para ser dita quando eles querem a bebida proibida. Não é difícil, né! Na verdade é mais simples do que achamos. Por um mundo com menos bebês tomando Coca-Cola na mamadeira e comendo menos bolachas recheadas. beijos da Pati