O apetite das crianças

                                                        Aveia tem zinco

Navegar pela blogosfera é uma delícia quando temos tempo, né? No domingo, enquanto torcia para o Flamengo ser campeão brasileiro, ia de blog em blog (inclusive para aplacar a ansiedade) e acabei chegando a um post curioso do Henrique Freire Soares. Ele fala sobre a falta de apetite das crianças pequenas para comidas de sal. O texto, originalmente do presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que a pouca animação infantil para um prato de arroz com feijão pode ter origem na deficiência de zinco, um mineral sobre o qual pouco escutamos falar, mas que parece fazer uma diferença e tanto – principalmente quando a gente se esfalfela para fazer os pequenos comeram algumas minguadas colheradas de frango. Parece que a deficiência de zinco é mais comum do que se pode imaginar. Que tal na próxima consulta com o pediatra dos herdeiros falar sobre a relação entre o zinco e o desinteresse pela comida nossa de cada dia? leia mais

Batatas fritas assadas

Queridas leitoras e leitores,

Não tivemos a Quinta da Papinha, ontem. Uma das pequenas da Mônica está bem dodói, e eu estou trabalhando como uma louca ensandecida e tentando administrar mais de um zilhão de coisas, inclusive carro quebrado, batido e amassado. Infelizmente, no meio desse turbilhão, a Quinta da Papinha acabou sofrendo. A vida é feita de duras escolhas e algo sempre acaba sendo sacrificado.

Mas, para não deixar nossas fiéis seguidoras, leitoras e afins abandonadas, deixo aqui uma receita de batata frita. Isso mesmo! Vocês não leram errado. Essa é uma receita que costumo fazer de vez em quando em casa. Saiu do livro “Dieta Saudável Para Safenados – E Para Que Você Não Seja + 1”, da Mina Wajchenberg. (Para esclarecer: ninguém é safenado aqui em casa e desejo muito que essa situação permaneça para sempre, por isso comprei o livro, o que foi uma grata surpresa porque tem receitas bem legais e fáceis de carnes, macarrões, saladas, doces entre outras coisas). Batata assada no forno (é o nome original) 1 quilo de batata cortada em palitos (ou em rodelas finas que é como eu faço) 1/4 de xícara de chá de água                                        sal                                        um fio de óleo (ou de azeite que é o que usamos aqui em casa) Modo de Fazer Cozinhe as batas no micro com a água por 10 minutos em potência alta. Coloque-as numa assadeira retangular, salpique com o sal e regue com o óleo (ou azeite). Leve ao forno convencional até dourar. Essas batatas ficam sequinhas por fora e macias por dentro. Substituem as fritas com galhardia e de quebra são bem mais saudáveis, afinal não são imersas em litros de gordura quente.

Algumas informações sobre a batata:
– as melhores para fazer cozidas ou assadas são as Bintje, Monalisa, Mondial;
– uma batata média cozida tem cerca de 100 calorias. se ela for frita chega a 500 calorias;
– o carboidrato presente na batata é rapidamente absorvido pelo corpo (é como se tomasse um injeção de energia na veia, a reação é quase imediata); leia mais

O que vai ter para o jantar?

Já tem o cardárpio para o jantar? Que tal mudar a apresentação do prato? Arrumei o prato do Samuel como mostra a foto acima: arroz, pepino, tomate e essas raras folhas de alface. Samu jogou feijão por cima e fez a maior mistureba. Destruiu a minha obra de arte. Insensível! Rsrsrsrsrs. Mas a apresentação causou impacto.

O prato do Miguel ficou assim ó:

beijos da Pati

Comer na frente na TV

Depois de entrevistar o doutor Carlos Alberto Nogueira de Almeida, diretor do departamento de nutrologia da Associação Brasileira de Nutrologia, há duas semanas para uma reportagem, fiquei incomodada com a resposta incisiva dele sobre uma questão comum a muitas famílias (me incluo nesse grupo): colocar as crianças na frente da TV durante as refeições a fim de distraí-las e vermos o prato infantil ficar vazio.

A resposta do nutrólogo foi assustadoramente ta-xa-ti-va e mais ou menos assim: Bebês ou crianças não devem ser distraídas durante as refeições. Nunca, jamais, em tempo algum. leia mais

Viva a macarronada!

Se tem uma comida que os meninos adoram é macarronada! E a clássica: ao sugo ou no azeite. Eles se deliciam com espaguete, com pouco molho e (infelizmente) muito queijo ralado. Se eu fizesse o prato todos os dias, eles comeriam sem problemas, sem reclamar.

Mas será que podemos oferecer macarrão muitas vezes na semana para as crianças? Lembro quando, certa vez, entrevistei o pediatra e nutrólogo Mauro Fisberg, da Unifesp, fiz essa mesma pergunta e fiquei surpresa com a resposta – e que me fez sentido. Lembro dele ter tido que o macarrão é a base da alimentação de vários países asiáticos. leia mais

Sanduíches lindos e saudáveis 2

Fizemos, aqui em casa, a nossa versão dos sanduíches criativos que a Mô sugeriu aqui na semana passada. O Miguel escolheu o Bob Esponja. Como sou um ser que ainda precisa melhorar bastante as habilidades manuais, devo admitir que o que saiu não foi exatamente um lindo Bob Esponja. O lanche ficou mais para um irmão feinho da divertida esponja do mar ou um primo, de primeiro grau, da Calça Quadrada marinha mais famosa do planeta.

Mas a minha falta de habilidade pouco importou para o Miguel. Ele se divertiu e comeu todo o lanche. Essa parte era a que mais me interessava. Precisei adaptar alguns ingredientes. Acho que isso não comprometeu a qualidade da comidinha. leia mais

Sem dentes e com apetite

Há exatamente um ano Samuel tinha a boca com muitos dentes de leite, como prova a foto aqui. Dois molares haviam caído, mas ainda era possível comer milho cozido ou morder pão francês sem muitos malabarismos.

Hoje, a realidade bucal do menino-moleque é outra. Está assim ô: Pois é! Tirei essa foto hoje, dia 4 de novembro. A garagem bucal do garoto é grande, bem espaçosa. Por mais aflitivo que possa parecer, Samuel está se dando bem com os vazios dentários. O apetite continua de gavião. Mas ele tem feito alguns malabarismos para morder. Como adora pão francês, o jeito é abrir bem o bocão e morder, quase, com os caninos. Isso mesmo! Samu coloca o pão lá no fundão da boca para conseguir arrancar um naco. É estranho, mas ele descobriu sozinho como se virar com a garagem. O milho cozido, que ele tanto adorava, foi abandonado. A maçã passou a ser cotada em fatias. “Mamãe, não dá para morder!”, disse ele outro dia quando lhe dei a fruta inteira. Coincidência ou não, desde que começou a troca dos dentes, ele passou a adorar canja! Ele garante que não dói morder com os não-dentes da frente. O maior problema é que os pré-molares estão começando a ficar molengas também e, aí, é mesmo impossível quebrar qualquer alimento mais duro. Enfim, os dentes foram caindo e nenhum drama alimentar surgiu, até porque não há muito o que fazer senão esperar os permanentes darem as caras. O cardárpio aqui em casa continua igual: sem ossobuco, claro (porque ninguém gosta), mas o milho cozido, vira e mexe, está na mesa, afinal o restante da família adora o cereal cozidinho, tal qual na praia! beijos da Pati

Amamente. Se não der, peça ajuda!

Já disse aqui o quanto a minha paciência é pequena com as mães que diante das primeiras dificuldades impostas pela amamentação tascam uma mamadeira de leite, de chá ou de água no recém-nascido. Fiquei tão feliz em ler o relato abaixo (que copio na íntegra). Ele só confirma a minha intolerância e ao mesmo tempo me traz um sentimento de que dias melhores virão para a a amamentação exclusiva.

“AMAMENTAR VALE A PENA
Sempre sonhei em ser mãe e poder amamentar. Fiz curso de amamentação com o pouco tempo que me restou de uma gravidez onde como todo mundo sabe trabalhei muito. Li muito e conversei com várias pessoas sobre amamentação. Quando Clara nasceu tive total apoio do pediatra e das enfermeiras da Casa de Saúde São José para amamentar. Mesmo estando informada nos primeiros dias passei pelo que milhares de mães passam: meu seio empedrou, o bico rachou e minha filha começou a perder peso. Como mãe de primeira viagem fiquei bem nervosa com a possibilidade de não poder alimentar minha filha ou ter que dar mamadeira logo na primeira semana. A responsabilidade de você ser o alimento é enorme o que se mistura com culpa materna, o medo dos primeiros dias de maternidade e a dor que a gente sente nas massagens nos seios. Fora que amamentar tem muito a ver com o emocional e a nossa ansiedade passa pro bebê. leia mais

Prato raso e pouca comida

Este post é dedicado a minha companheira de blogosfera Mô e a todas as mães que, como eu, tiveram de comer montanhas de comida, que tiveram de raspar o prato na infância.

Ri muito com as garfadas do pai da Mônica. Lembro também do meu desânimo frente ao prato – fundo – de comida feito pela minha mãe, quando eu era pequena. Ela não me cutucava, mas dizia e repetia que eu tinha de raspar o prato, senão não iria crescer, que para crescer, ficar forte e linda (!) tinha de comer TUDO (a inspiração do título do blog vem da clássica frase “Tem de comer para crescer”). leia mais

As crianças, o apetite e o horário de verão

O fato do relógio adiantar apenas uma hora deveria bagunçar pouco o nosso organismo e o das crianças. Comigo não é bem assim. Fico um caco nos primeiros dias. Miguel parece seguir os passos da mãe (e do pai, que fica igualmente desorientado).

Hoje, segunda-feira, dia 19 de outubro, perdi a hora pela manhã. Consequência: os meninos não foram para a escola. Tomaram café da manhã no horário que estariam lanchando na escola. Deveriam estar com fome, claro. Mas ao ser inquirido sobre o que desejava comer, Miguel rebateu para a Ana (nossa master cozinheira-arrumadeira-babá): “Não vou comer. Estou sem apetite”. Assim mesmo! Alguns longos minutos mais tarde, ele acabou tomando um desjejum bem razoável (pão com margarina, duas bolachas de chocolate sem recheio e um copo de leite com chocolate). Ok. Tinha excesso de chocolate! Eu sei. leia mais